sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O que é a esquizofrenia?



   É uma desordem cerebral que afeta 1% da população mundial e ainda não tem uma causa conhecida. O que os médicos já sabem é que ela está relacionada a fatores genéticos e a um desequilíbrio na produção de neurotransmissores chamados dopaminas. Esse desequilíbrio é um dos principais responsáveis pelo sintoma mais clássico da esquizofrenia: as alucinações, em que a pessoa ouve vozes e acha que está sendo perseguida.






    A doença tende a se manifestar na adolescência ou no início da vida adulta, como aconteceu com o personagem do Bruno Gagliasso na novela "Caminho das Índias". Como não se sabe ao certo as causas da doença, ela ainda não tem cura. Mas o tratamento certo pode aliviar muitos dos sintomas e permitir à pessoa com esquizofrenia levar uma vida praticamente normal.
  




   Quem tem esquizofrenia convive com alucinações assustadoramente reais


   A pessoa acha que está sendo perseguida e que os outros podem ler seus pensamentos. Por isso, acaba se distanciando e ficando reclusa. Por causa do desequilíbrio com a dopamina, ela também adota manias e comportamentos bizarros, além de mudar drasticamente a forma de se vestir e falar, o que assusta até os mais próximos.
   A esquizofrenia é mais comum na juventude. Nos homens, ela costuma se desenvolver mais cedo, até os 20 anos. Já nas mulheres, os sintomas surgem um pouco mais tarde, entre os 20 e 30 anos. se a pessoa tem casos da doença na família, suas chances de tê-la são maiores (de 4%, no caso de tios e parentes distantes, a 50%, em caso de irmãos gêmeos).
   Remédios chamados antipsicóticos controlam as crises e, assim, ajudam o doente a viver melhor. Os tratamentos podem durar mais de dois anos e, em alguns casos, a vida toda. Mas há pessoas que se recuperam com mais facilidade, principalmente quando a doença é diagnosticada no início.
   Se você conhece alguém que tem o primeiro de tudo é ter paciência e carinho. Brigar ou tentar reprimir o comportamento da pessoa só vai fazer com que ela se isole ainda mais.
   Também é preciso incentivá-la a manter suas atividades normais e não desistir dos próprios interesses.
   Procure ajuda profissional para fazer o tratamento.


   Informações: Dr. Marco Antônio

   http://www.clinicajanus.com.br/

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